20190801 LucianaAbdur LojaSocialMovelUltimaEdicao abre
Fotos: Luciana Abdur
Realizadas entre os meses de junho e agosto, as edições do projeto Loja Social Móvel oportunizaram união e conforto para muitos esteienses. Parte integrante da Campanha do Agasalho da Prefeitura Municipal de Esteio, a ação ofereceu roupas, calçados e acessórios a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Mais que doar agasalhos, a Loja teve o poder de mexer tanto com voluntários como também com os beneficiados. Para encerrar oficialmente a programação de 2019, a 15ª edição foi realizada na tarde desta quinta-feira (1°) na Rua Garibaldi, um dos pontos mais populares do Município.

O projeto sensibilizou muitas pessoas, como Sara da Silva Soares. Com apenas 22 anos, a jovem foi uma das favorecidas na primeira edição da Loja, realizada no Bairro Três Marias, mas nesta quinta-feira ela trabalhava como integrante do Conta Comigo, programa de incentivo ao voluntariado da Prefeitura. “Quando o trailer estacionou próximo a minha casa, fui com a finalidade de apenas retirar algumas roupas e complementar meu guarda-roupa. Mas quando vi o engajamento do público na ação, foi impossível não me interessar em participar”, falou. Sara contou que, depois da ação, candidatou-se ao programa, através do site da Prefeitura Municipal, e logo após a capacitação, já começou a participar das lojas sociais.

“Sou uma pessoa que sofre de crises de pânico e ansiedade. Estar doando o meu tempo para ajudar ao próximo está sendo a minha única e melhor terapia”, afirmou, lembrando da importância do projeto para ela. “Eu costumava ficar parada dentro de casa, sem nada para fazer, mas hoje eu finalmente encontrei a minha felicidade”, concluiu.

Assim como nas edições anteriores, integrantes do Conta Comigo auxiliaram os esteienses na seleção das suas peças. Os responsáveis por separar as roupas por categorias e dobrá-las, deixando-as prontas para as lojas, são também, os voluntários.

Quem também participou desta edição foi a titular da Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Empreendedorismo (SMCTE), Tatiana Tanara. O sorriso estampado em seu rosto demonstrava a satisfação que sentia ao ver o quanto o projeto social repercutiu, pelo terceiro ano consecutivo.”Durante esta semana, estaremos fazendo a contagem de quantos itens foram arrecadados e doados. Estamos com a proposta de ampliar o projeto para outras épocas do ano e ser mais que uma campanha do agasalho”, adiantou. “O nosso objetivo é trazer o conceito de sustentabilidade dentro da cidadania”, finalizou.

Roupas ganham finais felizes
Cada roupa exposta na Loja ganha um destino especial. Morando em Esteio há dois anos, a haitiana Geraldine Jourdain, 30 anos, aproveitou a tarde agradável de sol para ir até a Rua Coberta escolher roupas para ela e seu filho, Felipe Gonzales, de apenas quatro meses. “Não faz muito tempo que estamos residindo aqui, então enquanto não conhecemos bem a cidade e, também, não temos as maiores condições, aproveitamos estas oportunidades para pegar roupas”, falou.

Neste ano, o principal foco da Campanha do Agasalho, que teve como mote a pergunta “E se fosse para mim?”, foi despertar a empatia, que é a capacidade de compreender o sentimento ou reação de outra pessoa, imaginando-se nas mesmas circunstâncias. A ideia era que as pessoas, ao doarem as peças, imaginem o frio que muita gente sem condições de comprar agasalhos sentem no inverno e como elas gostariam de receber as doações. Com isso, a SMCTE estava solicitando que as peças fossem entregues já lavadas e em boas condições de uso, sem serem vistas como objetos de descarte.

No ano passado, foram arrecadadas 25,1 mil peças. Destas, 24,6 mil foram distribuídas em 13 edições da Loja Social Móvel, beneficiando 820 famílias.

Texto: Luciana Abdur

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