Educação
Sala Sensorial é inaugurada na Emeb Edwiges Fogaça
29/08/2025
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Créditos: Daiton Lima

A Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Edwiges Fogaça, no Bairro Tamandaré, inaugurou, na tarde desta quinta-feira (28), a sua Sala Sensorial, um novo espaço pedagógico voltado para o desenvolvimento integral dos estudantes.
Durante a inauguração, o prefeito Felipe Costella destacou o caráter positivo e inclusivo da iniciativa. “Talvez nem sempre a gente vá acertar da forma que as pessoas esperam, mas precisamos fazer o nosso melhor. Esse espaço é um refúgio importante dentro da escola. E ninguém melhor do que quem vivencia isso no dia a dia para saber a relevância desse recurso. Hoje, damos um passo que demonstra não só um exemplo, mas a grandeza de uma escola que compreende e garante que a educação é para todos”, afirmou.
O diretor da instituição, Marcelo Alexandre de Azevedo explicou que a criação da Sala Sensorial foi motivada por razões pedagógicas e administrativas. “Uma sala de atividades sensoriais comprovadamente promove a melhora da concentração e da aprendizagem dos estudantes, serve como apoio socioemocional, trabalha inclusão e equidade, além de ser um espaço para regulação emocional ”, destacou.
Marcelo também afirmou que a comunidade escolar recebeu a novidade de forma positiva, já que o projeto foi discutido junto às famílias antes de sua execução. “A maioria dos pais, professores e até mesmo as crianças enxergam a sala sensorial como um avanço positivo. É um sinal de que a escola está modernizando sua abordagem e priorizando o bem-estar mental e a inclusão”, ressaltou.
O investimento para a construção do ambiente foi do Programa Municipal Dinheiro Direto na Escola (PMDDE) e parte arrecadado em parceria com famílias e comunidade escolar. O projeto também integra as metas da própria escola, concluídas dentro do prazo previsto.
Sobre o espaço
A Sala Sensorial é inicialmente projetada para atender especialmente alunos com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou dificuldades de processamento sensorial, mas seu uso pode ser ampliado para diferentes estudantes.
O espaço é organizado para estimular quatro campos de desenvolvimento: visual, tátil, auditivo e proprioceptivo/vestibular. Projetores de luz e imagens, painéis táteis, brinquedos de apertar, pufes, almofadas e jogos visuais fazem parte do ambiente, sempre em atividades planejadas de acordo com as necessidades individuais dos alunos.
Mais do que um espaço lúdico, a proposta pedagógica é ajudar as crianças a se autorregular, reduzir a sobrecarga emocional e, assim, retornarem para a sala de aula mais focadas e prontas para aprender. Além disso, o ambiente possibilita o ensino de habilidades de autocontrole e autorregulação, fundamentais para a construção da resiliência emocional.
A implantação destes espaços nas Emebs e também nas escolas municipais de Educação Infantil (Emeis) é uma das metas da Secretaria Municipal da Educação (SME) para este ano. Além da Edwiges Fogaça, o projeto já foi realizado nas Emebs Alberto Pasqualini, Dulce de Moraes, Ezequiel Nunes Filho, Maria Marques e Trindade e nas Emeis Aprender Brincando,
Florecer, Irmã Sibila Ana Burin, Pedacinho do Céu, Sonho Mágico e Vivendo a Infância.
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