Saúde
Monitoramento por ovitrampas reforça o combate à dengue
13/02/2026
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Créditos: Guilherme Veiga
Diariamente, agentes de combate às endemias da Vigilância Ambiental de Esteio atuam em ações de enfrentamento aos focos do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, entre outras doenças, em toda a cidade.
Um dos trabalhos realizados consiste na instalação das ovitrampas, espécie de armadilha que têm como objetivo coletar os ovos do inseto que, posteriormente, são analisados em laboratório.
Segundo a agente Valdirene Pereira, o mapeamento permite identificar áreas com maior circulação do mosquito. “As ovitrampas são colocadas em pontos específicos para que a gente consiga ter o controle daquela região. A partir da quantidade de ovos encontrados, conseguimos mapear onde é necessário intensificar as visitas e eliminar possíveis focos”, afirmou.
O trabalho é realizado por três equipes diferentes que monitoram 200 armadilhas. Cada uma delas é responsável por três bairros, realizando até 40 coletas na parte da manhã e outras 40 à tarde.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no ano passado foram mais de 34,1 mil residências vistoriadas em Esteio em diferentes ações da Vigilância Ambiental, como eliminação de depósitos de água, denúncias relacionadas à água parada e monitoramento em bairros com suspeita e casos confirmados de dengue . Ao longo do ano, foram coletados 8.621 ovos do inseto. Destes, 5.008 foram do Aedes aegypti, o que representa pouco mais de 60% do total.
Em 2025, segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde , foram registrados 211 casos de dengue em Esteio, sendo 126 deles autóctones (contraídos no próprio município). Em 2026, já foi confirmado um caso; outros 19 estão em análise e três suspeitas foram descartadas.
O que é ovitrampa?
A ovitrampa é formada por um pote e uma palheta de madeira. Dentro do pote, é colocada água misturada com 1 ml de levedo de cerveja, que serve como atrativo para a fêmea do mosquito depositar seus ovos. Os ovos ficam grudados na palheta, permitindo a coleta e futura contagem. Com isso, o método também ajuda a eliminar possíveis focos de mosquito, pois os ovos não chegam a se desenvolver, interrompendo assim o ciclo de vida do mosquito.
Faça sua parte
Para que as ações dos agentes de combate às endemias tenham mais eficiência, a comunidade deve colaborar, permitindo o acesso das equipes às residências e estabelecimentos comerciais e industriais. Antes, para se evitar golpes e outros delitos, é importante verificar a identificação do funcionário, que estará sempre usando uniforme e crachá da SMS, por exemplo.
O mais importante é a conscientização da população, que deve evitar deixar água parada e tomar outros cuidados no sentido de se evitar a proliferação de mosquito, seja ou não ele transmissor da dengue (veja mais dicas abaixo).
Em caso de sintomas, como febre, dor de cabeça, nas articulações, músculos e atrás dos olhos, é necessário buscar atendimento na rede de saúde pública ou privada, se tiver convênio.
Que cuidados tomar?
Para evitar a dengue, o ideal é não deixar água limpa parada. O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno.
Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d'água e cisternas. Não depositar entulhos em terrenos baldios. Coloque areia nos vasos de plantas. Use inseticidas, repelentes, telas nas janelas e mosqueteiros.
Solicite serviços
Além de ações de educação permanente junto à população, da identificação de focos e do fomento de estratégias com profissionais da saúde, a SMS faz o combate ao mosquito através da aplicação de produtos químicos em locais com larvas e da pulverização de veneno em pontos específicos em especial ao entorno da residência de um caso confirmado de dengue.
Quando os esteienses identificarem focos de água parada com potencial para o desenvolvimento do mosquito em áreas públicas, terrenos abandonados ou casas com piscinas sem o devido cuidado, a demanda pode ser registrada através da Ouvidoria da Prefeitura.
A solicitação pode ser feita pelo DisqueEsteio, pelos telefones 156 e 0800-541-0400 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min das 12h30min às 18h), por WhatsApp, pelo número 2700-4350 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min das 12h30min às 18h) ou, ainda, pelo aplicativo eOuve www.eouve.com.br ou para download gratuito nos sistemas Android e iOS nas lojas Google Play e App Store). As demandas também podem ser encaminhadas presencialmente na Central Integrada de Atendimento ao Cidadão (Rua Eng. Hener de Souza Nunes, 150 - subsolo, de segunda a sexta-feira, das 12h30min às 18h).
Esclarecendo dúvidas sobre o Aedes aegypti e a dengue
Como é o mosquito da dengue?
O inseto é um pernilongo escuro com listras brancas e tem por hábito picar durante o dia.
Qual a propagação da contaminação?
Em 45 dias, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.
Quanto tempo as larvas do mosquito sobrevivem sem água?
O ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Se a área receber água novamente, o ovo ficará ativo e poderá atingir a fase adulta em poucos dias. Por isso, após eliminar a água parada, é importante lavar os recipientes com água e sabão.
Como o inseto é infectado?
O Aedes aegypti somente se infecta com o vírus da dengue ao picar uma pessoa com a doença, então o mosquito passa a transmitir o vírus.
Quais os principais sintomas?
- 99% das pessoas apresentam febre durante cerca de sete dias com início abrupto.
- 60% têm dor de cabeça frontal severa, dores nas articulações e músculos.
- 50% têm dor atrás dos olhos (retro-orbital)
- 50% têm prostração, indisposição, perda de apetite, náusea e vômitos.
- 25% têm manchas vermelhas no tórax e braços.
* Importante: A Dengue se diferencia de resfriados e gripes por não apresentar sintomas respiratórios.
Há tratamento para a doença?
Não existe tratamento específico. Diante a mínima suspeita de dengue, não utilize medicamento a base de ácido acetilsalicílico. Beba bastante água e consulte um médico.
O que fazer se estiver com os sintomas?
Procure a unidade de saúde mais próxima de sua casa, a emergência do Hospital São Camilo ou a rede particular, se tiver convênio.
Dúvidas e denúncias
Para tirar dúvidas ou denunciar alguma situação irregular, ligue para a Ouvidoria da Vigilância Epidemiológica: 2700-2315.
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