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Formação discute inclusão e desafios de alunos migrantes nas escolas de Esteio
29/04/2026
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Créditos: Rosiele de Mello Wollmann
Na tarde desta quarta-feira (29), a Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos (Emeja) Anísio Teixeira, no Bairro Parque Amador, recebeu a formação “Entre o local e o global: migração, escola e acolhimento”, voltada a orientadores e gestores da rede municipal, reunindo dezenas de participantes.
A atividade integra o Projeto Acolher, desenvolvido em parceria entre a Secretaria Municipal da Educação (SME), a Unisinos e a Petrobras com foco no fortalecimento das políticas de inclusão e no apoio às escolas diante de novas realidades.
Durante o encontro, foram apresentados dados e reflexões sobre a presença de estudantes imigrantes na rede municipal de Educação esteiense, com destaque para a comunidade venezuelana, que representa a maior parte desse público. A discussão também trouxe o contexto dessas famílias, muitas vezes marcadas por processos migratórios difíceis e pela necessidade de reconstruir a vida em um novo país.
Entre os principais desafios apontados no dia a dia escolar estão a barreira da língua, já que muitos alunos têm o Espanhol como idioma de origem, além das diferenças no processo de aprendizagem e no calendário escolar, o que impacta diretamente na adaptação dos estudantes.
A formação destacou, ainda, as estratégias adotadas pelo município, como o projeto de recomposição de aprendizagem, que busca oferecer um acompanhamento mais próximo e individualizado aos alunos, especialmente no processo de alfabetização, contribuindo para a inclusão e permanência desses estudantes na escola.
Sobre o projeto
O programa articula um conjunto de ações voltadas à educação, inclusão social e desenvolvimento sustentável, com impacto direto nas escolas e nas comunidades.
A iniciativa abrange diferentes frentes. Entre elas, estão projetos que incentivam práticas sustentáveis com crianças e adolescentes, por meio de vivências em sistemas agroflorestais, aliando educação ambiental à possibilidade de geração de renda. Também há ações voltadas à inserção de jovens e mulheres no mercado de trabalho, seja por empregos formais ou por meio de empreendimentos solidários, fortalecendo a autonomia financeira.
No campo educacional, o projeto investe na qualificação da leitura e da escrita dos estudantes, além de promover formações que ampliam o conhecimento sobre direitos humanos, sustentabilidade socioambiental e temas contemporâneos. Outro destaque é o trabalho com letramento étnico-racial e audiovisual, que contribui para o enfrentamento do racismo e para a valorização da diversidade dentro e fora da sala de aula.
A proposta também atua diretamente no apoio a migrantes, com iniciativas que buscam garantir acolhimento, inclusão e acesso à educação. A proposta é fortalecer a rede municipal para lidar com essa realidade, promovendo um ambiente mais preparado, sensível e integrado às diferentes histórias e trajetórias dos estudantes.
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